GEE Francisco de Assis

Pensamentos a respeito de “O livro dos Espíritos” de Allan Kardec

Amigos, hoje comecei a ler novamente O Livro dos Espíritos, para minha instrução tão necessária. Aqui na solidão de meus aposentos, meditando sobre as maravilhas de Deus nosso Pai, não pude guardar minhas reflexões somente comigo.  Então, compartilho despretensiosamente convosco as minhas meditações e divagações sobre as questões que mais de perto tocarem minha alma. Não deverá ser tomada aqui a minha opinião como regra doutrinária e muito menos creiam nelas cegamente, muito antes, agarrem-se  vós outros à codificação e a estudem com afinco e dedicação, pois lá sim a vossa confiança poderá ser depositada, à luz de nosso Mestre Jesus que em tudo presente está.

Pois bem; Comecemos!

Encontrei na Codificação Espírita as respostas que desde menina procurava como alento de minha existência... 

Abraços Fraternos, sua irmã em Cristo, Ana Maria.

_________________________________________________________________________________________

Questão 540. Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou irrefletido  impulso?
“Uns sim, outros não. Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus. Pois bem, do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo  desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do mundo moral. É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!”

Meditemos um instante sobre esta tão importante e verdadeira colocação.

Quando acordamos pela manhã, não surge nem de vislumbre em nossos pensamentos que no decorrer de nossas horas, a cada ato, estamos trabalhando para Deus nosso Criador. 

O sorriso dirigido ao pequenino filho, o abrir das janelas para arejar nosso ambiente, o preparo da primeira refeição, o cuidado de higiene com nosso corpo... Estando ainda meio adormecidos, não nos damos conta de que estamos servindo os filhos de Deus, quando damos o nosso bom dia ao companheiro de jornada, quando servimos um copo de água ao irmão que tem sede, quando limpamos o chão de nosso lar.


Todas estas coisas as fazemos apenas para a manutenção de nossa existência e dos nossos.

(...”Considera essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus.”...)

Vejam meus irmãos o quanto é importante e imprescindível que façamos sempre o melhor que pudermos. 

Que em tudo que desempenharmos coloquemos o nosso amor. Pois ao final das contas, tudo, tudo é feito para o nosso Pai Celestial. 

Quando nos pegarmos pensando que nossos atos não são dignos do Senhor porque erramos em algum ponto de nossas vidas, lembremos desta questão de O Livro dos Espíritos.

 Não precisamos ser “Santos”, perfeitos e puros para poder servir a Deus. Comecemos a despertar nossas consciências para este fato, e a partir deste ponto, então, santifiquemos nossos passos. 

 (...”Pois bem, do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do mundo moral.”...)

Ah! Como é grandioso o amor de nosso Pai! Que dá aos seus filhos a oportunidade de trabalho, mesmo sem que nós o percebamos.

E assim, seguimos todos no torvelinho da evolução. Sabendo que tudo faz parte de infinita e eterna cadeia de elos. Não nos culpemos então por nossos erros, pois estamos a caminho dos acertos. Basta para hoje que façamos tudo da melhor forma que possamos, e a receita para este caminho é o amor. 

Se em todas as coisas em que pousarmos nosso olhar, olharmos com amor, aí meus caros, o mundo estará transformado.

(...”É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o  átomo primitivo até o arcanjo, que também começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!”...).

E assim, deixando aqui estas pequeninas reflexões de meu coração, desejo a vós todos Paz e Luz. 

Crie um site gratuito com o Yola.