GEE Francisco de Assis

O Livro dos Espíritos 

DIREITO DE PROPRIEDADE. ROUBO

880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do
homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar
contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer
que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

881. O direito de viver dá ao homem o de acumular bens
que lhe permitam repousar quando não mais possa
trabalhar?
“Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha,
por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há
mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência.”

882. Tem o homem o direito de defender os bens que haja
conseguido juntar pelo seu trabalho?
“Não disse Deus: ‘Não roubarás?’ E Jesus não disse:
‘Dai a César o que é de César?’
O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui
legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender,
porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural,
tão sagrado quanto o de trabalhar e de viver.

883. É natural o desejo de possuir?
“Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente
e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.”

a) — Não será, entretanto, legítimo o desejo de possuir,
uma vez que aquele que tem de que viver a ninguém é pesado?
“Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade
para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões.
Julgas que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao
contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os
seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus
abençoa o seu trabalho.”

884. Qual o caráter da legítima propriedade?
“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem
prejuízo de outrem.” (808)
Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos
que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe,
ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam
contrários.

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Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO XVI – NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON

Emprego da riqueza

11. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança,
vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, 
porque eles permitem vos eleveis acima dos outros 
homens e vos proporcionam os gozos das paixões. Não; não podeis servir
a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da
carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus,
justo e severo, vos dirá: “Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei?
Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na
tua satisfação pessoal.”
Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai
nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas
guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha
animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder.
Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus.
Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em
a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada.
Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue,
sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que
te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo; mas dá
com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane;
vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o
trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a
tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor
de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas
sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das
boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama
em torno de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos
os tesouros do teu amor e eles frutificarão. – Cheverus. (Bordeaux, 1861.)

 

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